O QUE MUDA NOS SEUS ESTUDOS PARA O ENEM 2018

Tivemos muita polêmica em torno das questões de física e matemática do ENEM 2017. Já gravei um video comentando algumas escolhas feitas pelo INEP na elaboração da prova que fizeram as questões de Física saírem do padrão tradicional do ENEM e acabaram prejudicando os alunos.

Para os que vão fazer o ENEM 2018, é normal que surja a dúvida de como estudar para essa nova realidade de provas. Nos comentários do video que publiquei, muitos manifestaram essa preocupação. Como esse novo modelo de prova impacta a nossa preparação para o próximo ciclo do ENEM?

Então, nesse video, nos vamos entender como o ENEM 2017 afeta a nossa preparação para o ENEM 2018

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Existe mesmo um novo modelo de prova?
Não há dúvidas que as provas do segundo domingo estavam diferentes do padrão esperado. Com questões mais difíceis, cálculos complexos e quebrados e pegadinhas ao longo da prova, mas antes de sair apavorando vocês, eu preciso parar e me perguntar com serenidade: será que o ENEM realmente mudou? Ou será que foi apenas um ano atípico para física e matemática?
Se o INEP realmente quisesse mudar a cara do ENEM de forma tão significativa, será que não teria apresentado as mesmas mudanças nas outras disciplinas?
Eu me lembro que, em 2016, a prova de linguagens foi muito criticada. Todos os professores de português que eu conheço falaram que a prova fugiu dos padrões e prejudicou os alunos que estudaram. Exatamente a mesma coisa que aconteceu com física em 2017. Já português, em 2017, voltou a ser a prova esperada de outros anos e não repetiu 2016. A conclusão que tiro, é que, em 2016, português deu azar de ter uma prova mal elaborada. Não se tratava de uma mudança permanente no formato das questões.
Então, antes de fazer alarmismo para 2018, temos que, fazer essa reflexão para física: será que em 2017, apesar das questões de física terem fugido do padrão, o padrão ainda existe e deverá ser retomado para 2018?

Quando se fala em vestibular tradicional, é muito comum acontecer de, a cada ano, a prova de uma das disciplinas ser mais difícil que o normal e voltar ao esperado no ano seguinte. Aqui na UFRGS, isso já é considerado parte normal do vestibular e não surpreende mais ninguém.

Mas a gente não pode simplesmente contar com essa possibilidade e achar que ano que vem é certo que tudo voltará ao normal. É necessário e possível fazer adaptação nos estudos para estar preparado para um número maior de possibilidades em 2018.

O que estudar?

Quando se fala em preparação adequada, temos que pensar em dois fatores: o que estudar e como estudar.
O que estudar são os conteúdos. Nesse aspecto não há nenhuma mudança, a menos que o INEP divulgue uma outra grade de conteúdos em 2018. Mesmo com todas as polêmicas de 2017, as questões de Física trouxeram exatamente os mesmo conteúdos historicamente mais cobrados.
Os professores de Física não vão mudar o que eles dão em aula, então você não vai estudar assuntos diferentes.

Como estudar?

Como estudar, envolve as estratégias de estudos que te ajudam a se preparar melhor. Não se trata só de aprender mais e melhor os conteúdo, mas também de como conseguir colocar o conhecimento adquirido no papel na hora H e estar mais adaptado ao estilo da prova para conseguir a maior pontuação.

1) Não aposte suas fichas em uma única matéria

Mesmo que você seja muito bom em uma disciplina, não conte somente com ela para um bom desempenho. Para quem apostou pesado em física ou matemática em 2017, o prejuízo foi grande. Se a prova que você espera o melhor desempenho for a mais difícil e você for mal, você dependerá das outras para se recuperar.
Faça uma preparação equilibrada. Uma disciplina não vai te aprovar sozinha, mas pode te derrubar sozinha. Você pode esperar com um bom resultado naquelas em que você é melhor para alavancar a sua pontuação, mas precisa pode contar com as outras para te dar suporte e uma base sólida num eventual imprevisto.

2) Estude para entender. Decoreba e macetes não vão te salvar

Numa prova extremamente interpretativa e analítica, truques e macetes de memorização ajudam a fixar o conteúdo na cabeça, mas não vão te ajudar a saber usar esse conteúdo para resolver questões.
Por exemplo, não adianta decorar que o gráfico de posição por tempo, no MRU tem formato de reta e no MRUV de parábola. É preciso entender porque cada gráfico tem esse formato, assim, quando a questões te apresentar um gráfico de outra coisa, mas como o mesmo formato, você vai entender porque daquele formato e saberá ler melhor o gráfico.

3) De tempos em tempo, faça questões com o tempo cronometrado

Você precisa sentir na pele o que é ter 3 minutos para fazer uma questão. Nunca vai ser fácil, mas o você precisa encarar isso como uma situação normal que não te desestabilize na hora da prova. Faça uma bateria de questões todas as semanas com o tempo cronometrado. Não precisa esperar o seu professor liberar um simulado. Escolha algumas questões, calcule o tempo total e tente resolver dentro desse tempo. Faça baterias mais curtas e outras mais longas para administrar o cansaço também.

4) Jamais use a calculadora

Faz de conta que a humanidade ainda não inventou a calculadora. Ela não faz parte do seu material de estudos. Cálculos te fazem perder tempo. Para passar por eles com segurança e rapidez não adianta praticar nos últimos dias ou só em simulados. Você precisa do ano todo.

5) Leia

Pode ser qualquer leitura. Leia livros sobre o que você gosta. Pode ser desde Game Of Thrones a 50 tons de cinza. Vale tudo. A leitura não te beneficia só na hora de escrever a redação ou fazer questões de interpretação de texto
Você precisa adquirir uma leitura mais dinâmica para conseguir ler os enunciados de forma mais rápida, tirando informações relevantes sem deixar passar em branco as pegadinhas. Se a sua leitura é truncada, o entendimento da questão também será.

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