O ENEM MAIS DIFÍCIL DE TODOS OS TEMPOS

O ENEM mais difícil de todos os tempos
Gostaria de propor uma coisa: trocar o nome do ENEM. Em vez de Exame Nacional do Ensino Médio para Concurso Nacional do Ensino Médio ou Vestibular Nacional do Ensino Médio.
Com essa prova de 2017, o ENEM abraça definitivamente a sua vocação para ser um concurso, uma seleção, que não quer verificar conhecimentos, mas só quer saber de eliminar candidatos. Se um dia a intenção foi verificar a qualidade da aprendizagem no Ensino Médio e, a partir dos resultados, definir novas políticas públicas e práticas pedagógicas para melhoria do ensino do país, esses dias estão no passado.

Falando especificamente do segundo domingo de prova, onde física e matemática foram os vilões: Foi uma prova de escolhas erradas na elaboração e todas essas escolhas tiveram impacto no tempo, que sempre foi um ponto de preocupação entre os alunos e que ficou ainda mais complicado esse ano. Alguém precisa avisar o INEPE que o ENEM não é uma gincana, não é prova do líder no BBB. Não é aceitável mandar mais de 6 milhões de brasileiros numa corrida desesperada, cheia de armadilhas onde o relógio é o grande juíz que seleciona os vencedores.
Tem que elaborar uma prova equilibrada, que dê a oportunidade para que, os que estudaram e se preparam, demonstrem os que eles aprenderam. Esse ano, o INEP fez escolhas erradas para as provas do segundo domingo, que impactaram negativamente o desempenho do alunos. Vamos falar desses erros:

1) Questões mais difíceis

Em física, os conteúdos eram os mesmos já esperados. Nesse quesito, que assistiu os pré-provas sabia que assuntos iriam cair. Estavam lá várias questões de ondas, eletrodinâmica, energia e mecânica. Mas o nível de dificuldade foi muito mais alto.
Foi a prova de Física do ENEM a mais difícil de todos os tempo. As questões estavam mais complexas e desconectadas com o nível de conhecimento dos alunos de ensino médio. As questões fáceis apareceram em menor número, e quando apareceram, tinha alguma pegadinha. Algumas questões eram acessíveis para quem estava preparado, mas exigiam muito tempo de resolução. Esse tempo extra para resolver esse tipo de questões, se obtém fazendo sobrar tempo nas questões fáceis, mas como já foi dito, faltaram questões fáceis.

2) Pegadinhas

Mesmo as questões mais fáceis, estavam cheia de pegadinhas, o que nunca foi uma prática comum no ENEM. Um detalhe idiota, deixado de propósito nas entrelinhas, que não verifica o conhecimento de ninguém, mas está lá com o único propósito de te fazer errar a questão. Tendo que prestar atenção nesse tipo de armadilha, o aluno acaba levando mais do que os malditos 3 minutos para resolver a questão.

Qual o sentido de colocar uma questão como aquela da lei de Ohm, com a concentração de amônia? A questão pede um conceito importante dentro da Física que é a primeira lei de Ohm e mostra um gráfico de resistor ôhmico. Quem estudou reconhece do que se trata a questão e sabe resolver. Mas aí, tem aquela maldita multiplicação por 4. Sério… pra quê?

É só para fazer o aluno que estudou errar uma questão que seria fácil para ele. Esse tipo de questão coloca quem estudou, no mesmo balaio de quem não estudou. Ambos erram a questão, desvalorizando a preparação, desvalorizando o conhecimento adquirido.

Sem contar que, quando o aluno se dá conta que as questões estão vindo com essas pegadinhas, a tendência é que ele comece a dar mais atenção a cada questão, para não cair nas armadilhas e isso vai impactar onde? No tempo! Porque ele não vai poder passar tão rápido pelas questões fáceis.

3) Análise gráfica

Outro aspecto que contribuiu para aumentar a dificuldade foi a grande quantidade de questões que envolviam análise gráfica. O ENEM sempre curtiu análise gráfica, sempre destaquei isso para os meus alunos. Inclusive, umas das minhas aulas é destinada só para ensinar técnicas de análise de gráficos. Trata-se de uma habilidade importante. Acho bom que o ENEM dê ênfase nela, mas é mais complexa, difícil de ser dominada. Uma boa análise, requer domínio do conteúdo e tempo para entender as informações que o gráfico fornece.

4) CN e matemática no mesmo dia

A prova de matemática foi outro vilão do ENEM e, pelo que falei com os professores, pelos mesmos motivos que Física. No fim, colocar CN e matemática no primeiro domingo, ficou pesado, já que ambas cobram o mesmo raciocínio lógico/matemático. É muita conta para fazer no mesmo dia.
Se o teu desempenho foi abaixo do esperado, não joga a toalha. É preciso esperar para ver como essa prova vai afetar as notas dos candidatos. É bem provável que as notas de corte para entrar nos cursos diminua. Só nos resta torcer, porque essa é a única opção quando o nosso desempenho não depende só do nosso esforço e dedicação

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